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[Sério] Portugal, o vício do jogo e a manipulação dos jovens

É incrível como, num país que é cada vez mais viciado no jogo, ao ponto de estar enraizado de forma transversal a todas as gerações se continua a manipular os jovens com estratégias para os viciar e iniciarem, desde cedo, a procurar a busca infindável de prazer através dos jogos de fortuna e azar.
O exemplo mais recente que encontrei, embora aparentemente inocente, choca-me bastante dada a realidade do nosso país, que tem um número assustador de pessoas viciadas no jogo e que têm poucos conhecimentos básicos de matemática ou de probabilidades. Estou a falar concretamente do jogo (estilo slot machines) do Lisboa Games Week para ganhar diversos prémios ligados ao evento e aos patrocinadores, nas palavras deles:
Chama-se LGW Award Machine e é um jogo que promete agarrar-te ao ecrã em modo “spin”. O objectivo para o utilizador é fazer o maior número de pontos e ser o primeiro no ranking semanal, que oferece prémios consoante o patrocínio dessa semana: primeiro a Nintendo, onde se pode ganhar Nintendo Switch, jogos para a Nintendo, etc; depois, a AOC, onde podem ganhar um Monitor AOC, Hoodies G2, etc; a Playstation, que oferece packs de jogos para a PS4 e a FNAC, cujo primeiro prémio são 150€ em cartão, entre outros prémios.
Link: https://www.lisboagamesweek.pt/o-lgw-ja-tem-um-jogo-onde-se-pode-ganhar-premios-incriveis/
Gostava de realçar logo a primeira frase que resume precisamente tudo o que penso sobre esta prática manipulativa: "Chama-se LGW Award Machine e é um jogo que promete agarrar-te ao ecrã em modo “spin”". Para além de incentivarem os putos a iniciar-se nas slots, na ânsia de ganharem prémios ao estilo casino, ainda lhes dizem que é perfeitamente aceitável que eles se colem aos ecrãs.
Sei que isto navega na linha ténue entre o ilegal e o moralmente reprovável e consegue escapar-se porque os putos não gastam dinheiro para jogar, mas mesmo assim acho um abuso manipularem-se as crianças desta forma. Sim, o público-alvo deste evento são os jovens, até o próprio IPDJ o admite.
Provavelmente estarei a ser um pouco Velho do Restelo em relação a este assunto, mas numa época de crise financeira e baixos salários, tenho dificuldades em compreender como é que se aceita de ânimo leve que se gaste tanto em jogos de fortuna e azar. Esta é a minha opinião e a maior parte são adultos, não mando na vida dos outros, no entanto acho um escândalo que se incentive os jovens a viciarem-se neste tipo de comportamentos que, com a sua dose de dopamina diária, apenas são iludidos que este é o caminho normal para a felicidade por aqueles que lucram com a sua manipulação.
Este é um tópico muito discutido no mundo dos videojogos lá fora, mas em Portugal continua a ser perfeitamente aceitável os putos pegarem nos cartões de crédito dos pais para enterrarem dinheiro nos cromos do FIFA.
Gostava de ouvir as vossas opiniões e de perguntar ao u/VOSTPT se há possibilidade de lutar contra este tipo de esquemas.
submitted by spetsnatz to portugal [link] [comments]

Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
(Limite de Caracteres continua nos Comentários)
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[META] The Portugal of 1980 (LORE)

FINAL MAP

This post essentially builds off TheIpleJonesion’s fantastic lore, explaining the situation which Portugal and her former territories find themselves in during the early 1980s. It is broken down along geographic lines.

The Metropolitan (Continental Portugal and the Outer Island Provinces of the Azores, Madeira, Cabo Verde and São Tomé & Príncipe):

With the removal of the Salazar regime in 1954, Portugal transitioned into a military-dominated presidential republic. Liberal market reforms made by the democratically-elected Fraternity Party saw an end to state interventionism in the Portuguese economy and a move away from corporatist macroeconomic organisation towards capitalistic free-market economics. This transformed the predominately-agricultural Portuguese economy into an industrial powerhouse, as factories popped up across the continental provinces in what is now jokingly referred to as the ‘Portuguese Industrial Revolution’. As Portugal modernised its economy, it attained a developmental trajectory similar to that of the Asian Tigers IOTL. This was only helped by the extremely cheap importation of primary resources from Portugal’s former colonies in Africa, and the discount export markets which the escudo africano monetary area had established in these nations. Portugal’s economic ascension was accompanied by huge progress in the fields of education and infrastructure, as bridges and roads were constructed and continental illiteracy abolished.
Owing to its pro-business sympathies and dubious ties to the economic elite, the Fraternity Party ensured that no anti-trust measures were implemented as part of its economic reform strategy, allowing the influential ‘40 Families’ of Portugal’s south to expand their dominion over those sectors of the Portuguese economy that were privatised during the post-Salazar liberalisation. The result was an economic model that verged on plutocracy, as the anti-communist military conspired with powerful businessmen and corrupt Fraternity Party politicians to maintain the upper class’ hold on power. This alliance of convenience continued up until the late seventies when a cadre of disillusioned, left-leaning junior military officers led a mass of young conscripts to seize power in the infamous 1976 Carnation Revolution. The Revolution, which in many ways resembled the anti-Salazar coup 22 years prior, saw the passage of new anti-trust and anti-corruption laws after the democratically-socialist Movement for Democratic Unity’s (MDU) victory in the junta-supervised elections of 1977. Though the Revolution would establish a fairer two-party democratic system in which the Conservative Party (the successor to the Fraternity Party) would compete with the MDU in free elections, it also confirmed for a second time the military’s position as a powerful force in Portuguese politics. As such, despite the removal of plutocracy and the reinstatement of fair elections, the Portugal of the 1980s remains a “flawed democracy” according to most outside observer assessments.
Though this chaos certainly had a negative impact on Portuguese standards of living, the nation remains a dynamic economic force in Europe and an over-achiever when it comes to developmental outcomes. As the 1980s continue on, Portugal is beginning its transition away from heavy industry towards a stronger services sector while it signs special trade agreements with its partners in the European Common Market and continues to pursue close economic ties with its former colonies of Guinea and Angola. From the sparkling beaches of São Tomé & Príncipe to the luscious fields of northern Portugal and the windswept hills of the Azores, there is no doubt that the Republic has become quite the enterprising nation.

The Outer Metropolitan (Portuguese India, Macau and Timor-Leste):

Portuguese India:
Had the Indian subcontinent not fractured so easily in the late 1950s, it is difficult to see how Portugal would have been able to maintain any sort of presence in the territories of Goa, Daman, Diu, Dadra and Nagar-Haveli. The defeat of Indian forces in the Kashmir Conflict and the successful declaration of Dravidian independence after a bloody insurgency, however, created an opportunity for Portuguese policymakers. Years of economic development across Portuguese India and a deliberate policy of promoting an independent Portuguese-Indian identity strengthened Portugal’s claim to these territories, while deals signed with the US establishing an American naval base at Nova Goa and US protection over Portuguese India provided a strong deterrent. These gains were then solidified by deals with the Dravidian and Indian governments, which saw Portuguese sovereignty confirmed over Goa, Daman and Diu in return for Portugal ceding Dadra, Pani-Cola and Nagar-Haveli back to India, as well as the lending of strong military support to the Dravidians. Though there remains significant agitation across Portuguese India (now referred to as the Goa, Daman & Diu Province), Portuguese sovereignty over these increasingly productive and idyllic territories appears secure for the foreseeable future. What’s more, it is now not uncommon to see ethnic Indians roaming the streets of Continental Portugal as fully-fledged citizens. The long-desired union of Portugal to the Subcontinent finally appears complete.
Macau:
Macau is seen in the eyes of most as the crown jewel of Portugal’s Asian provinces. She is home to some of the most important banks in Asia and competes with Shanghai for the status of the financial capital of China. Not only that, but Macau competes with Bali, Jeju, Tokyo and Beijing for the most popular tourist destination in the Asian region, already being the destination of choice for the rich and famous, who flock to her many bars, casinos, prestigious restaurants and world-class designer fashion houses. The Macau of the 1980s is covered in stunning skyscrapers and jaw-dropping urban greenery. Indeed, the city boasts a population of nearly a million, with land reclamation projects having allowed for a vast expansion of the province’s urban domain. The city’s population includes tens of thousands of ethnic Portuguese residents, just as hundreds of thousands of ethnic Chiese now live in continental Portugal, being the second-largest ethnic minority community behind African migrants from Guinea, Mozambique and Angola, but ahead of Indian migrants from Goa.
At any rate, just as Macau has in many ways become the financial and touristic centre of Asia, it has also become a centre for intrigue. The unsuccessful Chinese attempt to seize Macau by force in 1969, for example, only saw a further upgrade of the province’s military defences, with the permanent deployment of an extra submarine to Macau Habour alongside thousands of additional troops and another fighter squadron. Meanwhile, the ‘Bloody Game’ that started in the late 1950s between Portuguese and Chinese spies, local casino syndicates, corrupt local politicians and the four main triad groups continues to this day, with the southern portions of Macau city being known for violent crime and a dirty underworld. Indeed, it appears that the province is as vice-ridden as it is glamorous.
Timor:
A series of bilateral agreements in the 1950s saw Timor-Leste recognised as integral Portuguese territory by the Indonesians, just as the peninsula came under separate US/Australian/SEATO military protection, thus securing Portuguese rule over the territory indefinitely. Despite this, prohibitive travel times and ticket costs kept Timor physically isolated from the rest of the Portuguese Republic until the mid-1960s, when she suddenly gained access to far more state support as the African colonies achieved independence and international travel became easier. The Timor of the 1980s remains a quiet corner of the Portuguese world, although it has grown increasingly successful as a tourist and natural resource hub.

The former African colonies (Guinea, Angola, Cabinda and Mozambique):

Guinea:
Having achieved her independence in 1965, the Guinean Republic maintained a slow but steady trajectory of economic development under close Portuguese supervision. Indeed, the nation remained remarkably stable throughout her first decades of independence, developing a fully-fledged democratic system over time which afforded it one of the highest standards of living among the continent’s independent states. Portugal’s close geographic proximity to Guinea, coupled with its near-identical struggle for democratic governance, has rendered the two nations close allies. Guinea remains the first port of call for Portuguese firms looking to establish a presence in Africa, with the nation functioning as the flagship model for Portuguese-African influence under the Silvestre Doctrine.
Angola (and Cabinda):
Though the Silvestre Doctrine had originally intended for the agricultural Ovimbundu people of Angola’s central plateau to dominate the Federal Angolan Republic post-independence (in a close alliance with the Portuguese), the unexpected strength of the rival Kimbundu people saw the two ethnic groups clash in a violent struggle for political power that lasted between 1964 and 1967. With Portuguese assets sustaining increasing damage during the bloody affair, Lisboa turned to its Kikongo allies in Angola’s north for assistance. United by its staunchly pro-Portuguese and anti-Communist leader from the nearby Ngbandi people of the then Belgian Congo, Mobutu Sese Seko, a powerful Kikongo army marched south and captured Luanda from the leftist Kimbundu militias. This placed Angola under the rule of Portugal’s Kikongo allies, who then turned to the Ovimbundu for additional political support, as well as the ethnic Portuguese and minority tribes of Angola’s south. Seko now rules Angola with an iron fist, using Portugal, the Ovimbundu, Portuguese-Angolans and the minority tribes to maintain power. His ties to Portuguese commercial interests have proven an immense asset for the Portuguese economy, which sees its manufacturing sector and domestic consumption fueled by cheap primary resource imports from Angola.
Using his ethnic ties to the north, Seko became a major player in the war for Congolese independence, leveraging this assistance to become the political kingmaker in the newly-independent Republic of Zaire. This has resulted in Zaire effectively becoming a joint Luso-Angolan puppet state, with its government ministries littered with Portuguese and Angolan advisors, and the nation having joined the escudo africano monetary zone.
Moreover, though it voted for independence in 1960, the Cabindan Republic was quickly subsumed into the Federal Angolan Republic as one of the conditions for an alliance between Seko’s Kikongo faction and the Portuguese. As a result, Luso-Angolan influence now runs from Luanda, past Zaire, into Cabinda and beyond towards the Republic of the Congo, making Angola one of the most powerful forces in the new Africa.
Mozambique:
The post-independence climate in the Mozambican Republic of 1965 resembled that of Angola at first. Rival ethnic groups clashed for power as election after election failed to yield clear results and cultural entities with little in common began to embrace armed struggle instead of the ballot. Unlike in Angola, however, Portugal was unable to salvage the situation and was forced to withdraw from the chaotic banana republic. Those ethnic Portuguese who had for centuries called Mozambique home largely fled to southern Angola or accepted government offers for free land in São Tomé & Príncipe, as Tanzanian-Arabian-backed Islamic militias fought for control in the north, and the African nationalist factions from the Shona tribes clashed with the leftist Shangaan in the south. Eventually, the Shona managed to secure national control, establishing a pan-African state under the dictatorial rule of Gondo Matombo. Without the support of sympathetic regimes in Rhodesia, Moscow or Beijing, the Free Nation of Mozambique is an isolated state. It maintains rivalries with Tanzania (as a result of Dodoma’s support for Salafist rebels in the north), North Rhodesia and Nyasaland (after the preceding Shangaan regime seized the Likoma and Chizumulu islands in 1966), South Africa and Rhodesia (for Mozambique’s support of radical pan-African insurgent groups) and Seko’s Angola (which obviously opposes the Matombo regime on ideological grounds). President Matombo’s chaotic economic policies have driven away foreign investors, while Mozambican civilians are organised en masse into autonomous units of the “African People’s Defence Militia” to defend against “Islamic subjugation, Boer segregation, Portuguese neocolonisation and the enslavement of the African people”. Sadly, it seems Mozambique’s violent decline managed only to produce the very worst kind of basket case dictatorship.
A huge thanks to guyfromvault11 for being an amazing teammate, to the mods for a season well-run, and to all the other players for making this such an engaging season. I can’t wait for the next one!
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[EVENT] Portus Ostium

Macau since 1949:

Since the end of the Chinese Civil War, Macau has grown tremendously in regional significance, shifting from a valuable entrepôt to one of the largest hubs in the Far East. The vast majority of refugees who fled to the territory have been allowed to stay, with 150,000 having already secured territorial residency (the closest thing to citizenship for non-ethnic Portuguese in the overseas territories at present), bringing the total resident population up to 350,000 (the remaining 150,000 have ten-year work permits). Of the 300,000 residents who have arrived since 1939, approximately 100,000 have settled on the Macau Peninsula, 50,000 on Colaone Island, and 150,000 on the previously under-populated Taipa Island (see map as attached). This has left much of the territory covered in slums, although a central government-supported programme to provide interest-free mortgages to refugees and new residents has led to the establishment of medium-quality, high-density housing across much of Taipa Island and the Peninsula. Small scale industry and locally-owned businesses have also taken off across the territory, as migrants attempt to start a new life in the bustling city.
The Macau of 1957, therefore, finds itself with an affluent centre of business on the Peninsula, flanked by emerging neighbourhoods and slums in the south and east, a highly-populated emerging cityscape on Taipa Island, with a central nucleus of emerging neighbourhoods (predominately featuring high-density, apartment-style housing) surrounded on all sides by slums and small scale factories, and a still under-populated Coloane Island, which presently boasts some slums, farms, factories and traditional villages.
The vast majority of small scale industry in Macau consists of textiles manufacturing in factories set up by the migrants. That said, larger-scale industry has also emerged, including a major bicycle factory near the border with China and a rifle manufactory on the southern tip of the Peninsula. This is emblematic of the territory’s economic ascendance, as is the arrival of new waves of ethnic Portuguese, who have brought the European population of the territory up to 13,000 since 1949.

Commercial opportunities:

The signing of the Sino-Portuguese Free Trade Agreement (SPFTA) in 1956 has dramatically improved the economic prospects of Macau. Indeed, the near-complete removal of Chinese import tariffs on Portuguese luxury goods has resulted in the establishment of a number of luxury goods production facilities on the Peninsula, as well as the proliferation of dozens of prestigious vendors in the affluent portions of the isthmus. In addition to the basic textile manufactories set up by the migrants, a number of fashion outlets have also been established for upper-class visitors, and for deliveries to customers in China, Hong Kong, Japan, Australia and Southeast Asia. Jewellers, shoemakers, watchmakers, tailors, cordwainers and bag markers have all set themselves up in the territory, where they create their products, sell them to visitors and also export them abroad. Distilleries have also become popular, with the territory developing a positive reputation for its fine, locally-distilled whiskey, rum, gin and baijiu. An emerging brand of dark rum, known as ”Ventos Orientais”, has grown particularly popular. The rum is recognised for its distinctive flavour, being the only major rum brand to use Timorese sugar. Tobacco companies have also established high-end stores on the Peninsula, where they sell a number of recognisable international cigarette and cigar brands.
Otherwise, with the significant reduction of Chinese tariffs on precision-made products, a number of manufactories have popped up on Coloane Island, producing measuring equipment, precision medical supplies and levelling tools.
The Banco de Macau, meanwhile, has left a permanent mark on the territory by becoming the first enterprise to construct a ‘skyscraper’ (as they’re being called) in Macau, building its new corporate headquarters on the western side of the Peninsula. It has been joined by the Macau-Beijing Investment Bank and the Banco Afro-Eurásia, which have also begun construction on smaller, albeit impressive skyscrapers. Regrettably for the Banco Português do Continente e Ilhas and Montepio Geral Bank, who do not have enough capital for a skyscraper, three-storey office buildings have had to suffice.
In many cases, these banks have been instrumental in financing the recent expansion of the Macanese economy. The Banco de Macau and the Banco Afro-Eurásia, however, have sought to increase their regional presence even further by expanding into Thailand, the Philippines, Japan, Singapore and Indonesia. The Banco de Macau, in particular, is expected to make major investments in Japan, Thailand and Indonesia in the coming years.

Tourism and entertainment opportunities:

The recent introduction of Western gambling to Macau, along with the Banco de Macau’s heavy investment in new casinos, has led to a proliferation of the gambling industry across the territory. Dozens of small to medium, high-end, Western casinos now dot the Peninsula, while a number of traditional casinos have emerged on Taipa Island. Along with the emergence of a luxury shopping culture, the new casinos have proven extremely popular with affluent visitors from China, Hong Kong, Japan, the West and Southeast Asia. Many new hotels are being founded on the Peninsula to meet this demand, as well as a new, game-changing casino known as Casino Lisboa, which shall open its doors in 1960. Quite expectedly, the proliferation of gambling across the territory has only poured fuel on the metaphorical fire that is the gambling syndicate rivalry. New syndicates are now competing for an increased market share as outside factions interfere with the rivalry (see: the banks and Triads) and older syndicates desperately battle to preserve their local hegemony. Already, this rivalry has been given a morbid monicker, becoming known as the ”Bloody Game (残忍赛)”. This name is quite deserved, given that syndicates of all sizes have gained a reputation for sabotage, death threats, murder and murky alliances with the Triads as their deadly rivalry spirals out of control.
Beyond the casinos, new bars, restaurants and nightclubs have been established across the territory, catering almost exclusively to high-end visitors and the Macanese elite. The combination of modern, dimly-lit bars, domestically-made liquor, prestigious fashion brands, international visitors and high-stakes games of poker have given Macau a distinct flavour, with the city increasingly being known as the ”City of Jazz (爵士城)”. Regular ferry trips between Hong Kong and Macau, coupled with daily/weekly flights to Tokyo, Beijing, Singapore, Manila, Shanghai and Bangkok are only improving this reputation.

Future infrastructure:

MAP
The huge population increase on the Taipa and Coloane islands have put immense strain on the intra-Macau ferry service. Hoping to alleviate this strain, the Macanese territorial government has announced a new project to connect Taipa Island to the Peninsula with a new bridge. Inspired by the Ponte de Liberdade in Lisbon, and designed by the same engineers, the bridge is expected to be completed by 1965 (marked in red on the map). The bridge is to be named in honour of the territory’s outgoing Governor, Joaquim Marques Esparteiro, being called the Ponte da Esparteiro.
Otherwise, recognising the strain which Macau’s rapidly-increasing population has had on the geography of the territory, a major land reclamation project is to be undertaken on both the Peninsula and Taipa Island. Zoning will take place ahead of time for the planned land, allowing preemptive property sales to help fund the project. Dutch engineers will be brought on for the project as a result of their vast land reclamation experience. Additionally, the Portuguese Navy is to assist with the project by providing auxiliary vessels where relevant. The new Peninsula-Taipa bridge will only extend across the stretch of water between the reclaimed land, with the connecting road that passes over the reclaimed land simply being raised several metres above the ground. (Land reclamation areas are marked in blue on the map, along with their planned year of completion).
Finally, in order to prevent a potential bottleneck of manufactured goods produced on Taipa Island from blocking Macau harbour and the Ponte da Esparteiro, a new industrial dock is to be constructed on the island, to be completed by 1964 (marked in orange on the map).

Vice and crime:

As previously noted, the expansion of the gambling industry has also spawned an intense rivalry between the syndicates. Indeed, the increased prevalence of vice across Macau has created an opportunity for the Triads, who already enjoyed a strong Macanese presence before the territory’s expansion, particularly on Taipa Island, the Peninsula casinos and in the slums/emerging neighbourhoods in the north. As the "Four Major Gangs (四大黑幫)” of Shui Fong, Wo Shing Yee, 14K and the Big Circle Gang have grown in importance, they have gained large footholds in the new neighbourhoods, where they run extortion rackets and loan shark operations, targetting small businesses, nightclubs and traditional gambling dens. Human trafficking has also emerged as a dangerous front, as the Triads seek to smuggle in illegal workers and, in the case of the nightclub sector, “waitresses”. Finally, the counterfeiting of patacas (Macau’s currency) has increased prolifically, as the Triads seek to use fake currency to make large bets in the casinos.
Though Indonesia’s provision of detailed intelligence on Triad drug smuggling operations in Macau has resulted in a massive crackdown on that particular area of organised crime activity, the Triads appear to be gaining ground on almost every other front, creating a complex interplay between Macanese businesses, rival gambling syndicates, law enforcement, local politicians and the Four Major Gangs. Hoping to assist the struggling territorial police in eradicating bribery, human trafficking, extortion, loan sharking, murder and counterfeiting, the SIS (basically the Portuguese FBI/secret police) and the Customs and Finance Intelligence Service (CFIS) have created a joint task force known as Operation Varrer Profundo (Deep Sweep). This operation will see the two agencies create large, permanent offices across the territory, cracking down on the Triads and illegal gambling syndicate activity by sending in hundreds of agents. Thus begins what many expect to be a years-long cat and mouse game between Portuguese authorities, the Triads, the gambling syndicates, corrupt politicians and the business sector
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Wonderful Wonderful 2018 Tour Dates

Hello everyone! Figured we would keep a running list of the upcoming shows with times and the opening act since that seems to be a common question! The times should all be the local time. Please let me know any corrections. I will keep this updated with new dates and announcements!
Also figured I'd add a basic "schedule for the show" day since that seems to be a common question as well.
Day of show rundown
Upcoming Tour Dates
Date Location Venue Time Opener
good night sweet prince :(
Past Tour Dates
Date Location Venue Time Opener
Fri, January 5, 2018 Toronto, Ontario, Canada Air Canada Centre 8 PM Alex Cameron
Sat, January 6, 2018 Laval, QC, Canada Place Bell 8 PM Alex Cameron
Sun, January 7, 2018 Boston, MA, USA TD Garden 7:30 PM Alex Cameron
Tue, January 9, 2018 Brooklyn, NY, USA Barclays Center 8 PM Alex Cameron
Wed, January 10, 2018 Washington, DC, USA The Anthem 8 PM Alex Cameron
Fri, January 12, 2018 New York, NY, USA Madison Square Garden 8 PM Alex Cameron
Sat, January 13, 2018 Philadelphia, PA, USA Wells Fargo Center 8 PM Alex Cameron
Mon, January 15, 2018 Detroit, MI, USA Masonic Temple Detroit 7 PM Alex Cameron
Tue, January 16, 2018 Chicago, IL, USA United Center 7:30 PM Alex Cameron
Wed, January 17, 2018 St Paul, MN, USA XCEL Energy Center 8 PM Alex Cameron
Fri, January 19, 2018 St Louis, MO, USA Chaifetz Arena 7 PM Alex Cameron
Sun, January 21, 2018 Duluth, GA, USA Infinite Energy Center 8 PM Alex Cameron
Tue, January 23, 2018 Miami, FL, USA AmericanAirlines Arena 8 PM Alex Cameron
Wed, January 24, 2018 Orlando, FL, USA Hard Rock Live Orlando 8 PM Alex Cameron
Fri, January 26, 2018 Sugar Land, TX, USA Smart Financial Centre 7 PM Summer Moon, Amanda Brown
Sat, January 27, 2018 Irving, TX, USA The Pavilion at Toyota Music Factory 7:30 PM Summer Moon, Amanda Brown
Tue, January 30, 2018 San Diego, CA, USA Valley View Casino Center 7 PM Summer Moon, Amanda Brown
Thu, February 1, 2018 Los Angeles, CA, USA STAPLES Center 8 PM Summer Moon, Amanda Brown
Fri, February 2, 2018 Los Angeles, CA, USA STAPLES Center 8 PM Albert Hammond Jr., Amanda Brown
Sat, February 3, 2018 Las Vegas, NV, USA MGM Grand Arena 8 PM Albert Hammond Jr., Amanda Brown
Mon, February 5, 2018 Broomfield, CO, USA 1stBankCenter 7:30 PM Albert Hammond Jr., Amanda Brown
Tue, February 6, 2018 Salt Lake City, UT, USA Vivint Smart Home Arena 7 PM Albert Hammond Jr., Amanda Brown
Fri, February 23, 2018 Oslo, Norway Telenor Arena 7 PM Juanita Stein
Sat, February 24, 2018 Stockholm, Sweden Ericsson Globe 8 PM Juanita Stein
Sun, February 25, 2018 Copenhagen, Denmark Royal Arena 8 PM Juanita Stein
Tue, February 27, 2018 Berlin, Germany Mercedes-Benz Arena 8 PM Juanita Stein
Wed, February 28, 2018 Amsterdam, Netherlands Ziggo Dome 8 PM Juanita Stein
Sat, March 3, 2018 Paris, France Zénith de Paris 8 PM Juanita Stein
Mon, March 5, 2018 Koln, Germany LANXESS Arena 8 PM Juanita Stein
Tue, March 6, 2018 Antwerpen, Belgium Sportpaleis 7 PM Juanita Stein
Thu, March 15, 2018 Heredia, Costa Rica Parque Viva 7 PM
Sat, March 17, 2018 San Isidro, Argentina Lollapalooza Argentina
Sun, March 18, 2018 Santiago, Chile Lollapalooza Chile
Wed, March 21, 2018 Asuncion, Paraguay Asunciónico
Fri, March 23, 2018 Bogotá, Colombia Festival Estereo Picnic
Sun, March 25, 2018 Sao Paulo, Brazil Lollapalooza Brasil
Tue, March 27, 2018 Santiago De Surco, Peru Jockey Club 7 PM Royal Blood
Mon, April 2, 2018 Monterrey, Mexico Arena Monterrey 7 PM The Warning
Tue, April 3, 2018 Monterrey, Mexico Arena Monterrey 7 PM The Warning
Thu, April 5, 2018 Iztacalco, Mexico Foro Sol 9 PM St. Vincent
Sat, April 7, 2018 Guadalajara, Mexico Corona Capital Guadalajara
Fri, April 20, 2018 Auckland, New Zealand Spark Arena 7 PM Alex Cameron
Sat, April 21, 2018 Wellington, New Zealand TSB Bank Arena 7 PM Alex Cameron
Tue, April 24, 2018 Christchurch, New Zealand Horncastle Arena 7 PM Alex Cameron
Fri, April 27, 2018 Boondall, Australia Brisbane Entertainment Centre 8 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Sat, April 28, 2018 Sydney, Australia Qudos Bank Arena 8 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Tue, May 1, 2018 Perth, Australia Perth Arena 8 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Fri, May 4, 2018 Melbourne, Australia Hisense Arena 7 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Sat, May 5, 2018 Melbourne, Australia Hisense Arena 7 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Sun, May 6, 2018 Melbourne, Australia Hisense Arena 7 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Tue, May 8, 2018 Hindmarsh, Australia Adelaide Entertainment Centre 7 PM Jack Ladder & the Dreamlanders, Alex Cameron
Fri, May 18, 2018 Gulf Shores, AL, USA Hangout Music Festival
Fri, May 25, 2018 Boston, MA, USA Boston Calling Music Festival
Sat, May 26, 2018 Napa Valley, CA, USA Bottlerock Music Festival
Fri, Jun 8, 2018 Noblesville, IN, USA Ruoff Home Mortgage Music Center 7 PM
Sun, June 10, 2018 Manchester, TN, USA Bonnaroo Music and Arts Festival
Sat, June 16 Dover, DE, USA Firefly Music Festival
Wed, June 20, 2018 Rome Rm, Italy Rock in Roma Festival
Thu, June 21, 2018 Milano, Italy I Days Festival
Sat, June 23, 2018 Swansea, United Kingdom Liberty Stadium 7 PM
Sun, June 24, 2018 Ryde, United Kingdom Isle of Wight Festival
Tue, June 26, 2018 Dublin, Ireland RDS Arena 7 PM Franz Ferdinand
Thu, Jun 28, 2018 Santiago de Compostela, Spain O Son do Camiño Festival
Fri, June 29, 2018 Lisboa, Portugal Rock in Rio Festival
Sun, July 1, 2018 St. Gallen, Switzerland OpenAir St Gallen Festival
Fri, July 6, 2018 Werchter, Belgium Rock Werchter
Sun, July 8, 2018 Glasgow, United Kingdom TRNSMT Festival
Fri, July 13, 2018 Bolton, United Kingdom Macron Arena 7 PM
Sat, July 14, 2018 Henham Park, Southwold, Suffolk, UK Latitude Festival
Wed, July 18, 2018 Switzerland Paléo Festival
Thu, July 19, 2018 Benicàssim, Spain Benicassim International Festival
Sat, July 21, 2018 Paris, France Lollapalooza (Paris)
Tue, July 24, 2018 Helsinki, Finland Hartwall Arena 7 PM Juanita Stein
Thu, July 26, 2018 Esch Sur Alzette, Luxembourg Rockhal Luxembourg 8 PM Juanita Stein
Sun, July 29, 2018 New York, NY, USA Panorama NYC Festival
July 19-22, 2018 Wurster Nordseeküste, Germany DEICHBRAND Festival
Sun, Sept 9, 2018 Vancouver, BC, Canada Skookum Festival
Wed, Sept 12, 2018 Tokyo, Japan Budokon
Thu, Sept 13, 2018 Osaka, Japan Zepp Bayside
Sat, Sept 15, 2018 Singapore, Singapore Singapore Grand Prix
Mon, Sept, 17, 2018 Bangkok, Thailand Thunder Dome
Wed, Sept 19, 2018 Hong Kong Asia World-Expo
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